Junho 28 2008

 

Caminho das Estrela – Rita Guerra

 

“Ter vivido com cargas muito pesadas obrigou-me a criar defesa rapidamente"

 

Com “bom senso” venceu as adversidades que lhe bateram à porta e, Hoje, não hesita em dizer que é “muito feliz”.

Começou a cantar na adolescência. Já tinha a certeza de que queria seguir uma carreira musical?

Comecei com 14 anos e sempre tive a ambição de cantar, embora me tenha iniciado um pouco por acaso, depois de uma visita a um bar de um amigo. Como ele sabia que eu gostava de cantar desafiou-me naquela noite e, depois, passou a convidar-me para subir ao palco cada vez que lá ia. O bichinho foi crescendo e ficou. Além da música, também houve uma altura em que sonhei ser bailarina clássica.

 

 

E chegou a dançar?

Fiz ballet muitos anos, mas tive de parar devido a uma lesão. Tenho um osso do pé fora do sítio que ainda hoje me causa muitos problemas, como dores e cãibras. Também houve uma fase em que os meus pais me deram a escolher entre a dança e a música, porque esta última era uma área que eles achavam que eu devia mesmo explorar. Só que acabou por ser o meu pé a decidir por mim.

 

 

Então a família, mesmo sendo mais conservadora, nunca se opôs à sua carreira?

Não, porque eles gostavam muito de música. Estiveram sempre ao meu lado e deram-me muita força.

 

 

Cresceu entre Lisboa e S. João do Estoril. Que memórias guarda da infância?

Nasci no hospital militar, em Lisboa, onde vivi os primeiros anos da minha vida, na Avenida Estados Unidos da América. Só mais tarde, quando essa casa ficou para o meu irmão mais velho, é que nos mudámos para o Estoril. Pelo meio, aos 12 anos, fui viver uns tempos para os Açores, porque o meu pai é oficial da Força Aérea e foi colocado na base das Lajes como adjunto do comandante da base.

 

 

Foi uma mudança radical em termos de ambiente...

Mas foi também a época mais gira da minha vida. Fazia imenso desporto, andava sempre de bicicleta, ia para a praia o ano inteiro e dava grandes passeios. Hoje os Açores estão muito mais desenvolvidos, mas naquela época era natureza pura e dura. As ilhas são um paraíso de cor. Na base das Lajes jogávamos bowling e passávamos a vida a comer batatas fritas e sundaes, uns gelados que actualmente são vulgares nos espaços de fast-food, mas que naquela época nem sequer existiam no comércio português. Ainda me lembro que custavam 50 cêntimos americanos. Também havia um piano de cauda enorme na sala dos oficiais que sempre me fascinou.

 

 

Actualmente também vive perto da natureza,

em Mafra. Foi por isso que se mudou para lá?

De certa forma sim. É um sítio que gosto muito e que tem outra grande vantagem: está pertíssimo de Lisboa.

 

 

Tem animais?

Três cadelas: Uma salsicha de pêlo cerdoso, loura de olhos verdes, uma basset-hound, que foi prenda da minha manager e da minha banda no meu último aniversário e uma grand danois. Toda a agente sabe que adoro animais.

 

 

Como é um dia perfeito para si?

Pegar no carro e ir dar uma volta com o meu marido e a minha filha, Madalena, e pararmos para almoçar ou lanchar em algum lado. Também gosto de ir ao cinema à noite ou de receber os meus filhos e amigos lá em casa. Actualmente saio pouco. Gosto muito de estar em casa e dedico-lhe muito tempo, porque é enorme e dá muito trabalho.

 

 

Não tem empregada doméstica?

Não, eu e o meu marido fazemos tudo em casa porque gostamos. Sou muito esquisita e há certas coisas que prefiro ser eu a tratar.

 

 

Foi mãe pela primeira vez aos 17 anos e, no ano passado, aos 40, teve o seu terceiro filho. Deve ter vivido estas duas experiências de forma completamente diferente...

Foram situações muitos distintas. Esta última gravidez foi vivida em pleno, muito desejada e perfeita. Só estive enjoada uma única vez, quase no final da gravidez, no Casino do Estoril: estava prestes a entrar em palco, num palanque com cerca de dois metros e meio de altura, quando, no momento exacto em que a cortina ia abrir, senti que ia desmaiar. Só tive tempo de descer rapidamente e pedir ajuda aos bombeiros, que já tinham ordens para estar atentos comigo. Afinal foi só uma quebra de tensão, que me obrigou a ficar deitada no chão uns minutos, mas depois passou. Não foi nada de especial.

 

 

E a primeira foi difícil?

Quando tive o meu primeiro filho as circunstâncias não me permitiram viver uma gravidez calma. Além disso, era completamente imatura, uma miúda que não tinha a informação que hoje os jovens têm. Tenho a consciência que foi uma experiência vivida com muito medo.

 

 

Fez muitos sacrifícios?

Nessa altura tive mesmo de fazer um interregno na música e comecei a trabalhar numa rádio. Sei muito bem o que é acordar quase de madrugada e ir para o trabalho de transportes públicos com o filho às costas, faça chuva ou sol. É por isso que admiro muito as mulheres que também o fazem porque senti na pele tudo isto. Foi difícil, mas agora o meu filho está criado. É um homem de 23 anos todo giro!

 

 

Será por isso que, recentemente, doou um vestido para a associação Ajuda de Mãe?

Não só por ser mãe, mas a verdade é que a maternidade faz com que o nosso lado sentimental esteja mais à flor da pele.

 

 

É uma mãe galinha?

Creio que todas as mães têm as antenas sempre no ar. O cuidado com as crianças nunca é demais e, apesar de a Madalena ser o meu terceiro filho, as preocupações não diminuem nunca. Sempre que ouço uma criança a chorar questiono-me se lhe estarão a fazer mal. É o reflexo da porcaria do mundo em que vivemos hoje.

 

 

No amor nem sempre foi feliz. São conhecidos os conflitos com o seu ex-marido, mas teve sempre a capacidade de vir à tona. O que lhe dá força?

O facto de ter vivido com cargas muito pesadas aos ombros fez com que tivesse de criar defesas, apelar ao bom senso e raciocinar rapidamente para conseguir respirar algum oxigénio porque, de outra forma, tinha-me atirado ao rio com uns calhaus presos aos pés. É uma força feita de experiências que não funcionaram, mas das quais colhi aprendizagem e que já fazem parte do passado. Agora estou muito feliz com o Paulo Martins: é um excelente pai, marido, músico e até na lida da casa se safa muito bem. É a pessoa que qualquer um precisa para estar bem. Sobre o passado é que não gosto mesmo de falar. É um assunto arrumado e o que interessa é que hoje sou uma pessoa muito feliz.

 

 

'O MEIO DA MÚSICA NÃO É FÁCIL'

Ao longo de 25 anos de carreira deve ter acumulado muitas histórias de percalços em palco...

É verdade. Alguns foram episódios verdadeiramente hilariantes. Uma vez, também no Casino, num espectáculo em que cantava com um xaile enorme, entrei no palco e notei que estava toda a gente a sorrir, apesar de eu estar a interpretar um fado muito triste e solene. Ainda pensei que tinha um sapato de cada cor ou coisa do género, mas não via nada de anormal. Só quando saí do palco reparei que tinha o meu soutien, de renda branca, pendurado na ponta do xaile. Que vergonha!

 

 

O balanço é positivo?

O meio da música não é fácil, mas creio que convivemos todos muito bem uns com os outros. Tive alguns azares com editoras e pessoas com quem trabalhei, mas não foi nada fora do normal e consegui dar sempre a volta por cima. Claro que também tive muitos momentos felizes. É um balanço muito positivo porque adoro aquilo que faço.

 

 

Nunca foi convidada para experimentar outras áreas, como a televisão ou o cinema, por exemplo?

Já recebi alguns convites, mas gosto de fazer aquilo que faço porque sei que me sai bem. Prefiro estar no meu cantinho.

 

 

 

ÁLBUM DE MEMÓRIAS

Nasceu em Lisboa, a 22 de Outubro de 1967. Em 1990 gravou o seu primeiro álbum, ‘Pormenores sem importância’, apadrinhado por Rui Veloso. Foi cantora residente do casino Estoril e, durante vários anos, fez parceria com o cantor Beto. Em 2002 representou Portugal na Eurovisão. Tem cinco discos a solo.

 

Fonte Texto/Imagem: Jornal “Correio da Manhã”

Jornalista: Vanessa Fidalgo

publicado por Fãs Rita Guerra às 20:20

Junho 19 2008

Relançado com 4 Temas Extra

 

 É já na próxima segunda-feira, dia 23 de Junho, que a “nossa” Rita Guerra vê editada uma nova versão do seu último álbum, "SENTIMENTO", este novo disco com quatro temas extra, como já tínhamos referido, marcam segunda a cantora uma aventura por sonoridades diferentes.

 

O novo disco da Rita Guerra, inclui em género de complemento ao seu último álbum, versões acústicas de “Castelos no Ar”, “Gostar de Ti”, “Sentimento” e “Mesmo Assim”, sendo que a última é do seu álbum de estreia “Pormenores sem a mínima importância”.

 

Vai ser de certo mais um excelente trabalho da grande Rita Guerra, como de resto nos tem habituado.

 

Vamos comprar!

 

Imagem retirada do blog da Rita Guerra

publicado por Fãs Rita Guerra às 13:02

Junho 06 2008

Para quem quiser assistir aos próximos espectáculos de “nossa Rita Guerra vamos deixar-te algumas datas dos próximos concertos da Rita Guerra, um pouco por todo o país, se és fã, ficam aqui alguns dos concertos que podes assistir:

 

18.07.2008

- Pelas 21h30 em Loures no Pavilhão Paz e Amizade

 

26.07.2008

- Pelas 22h00 em Pombal nas Festas do Bodo 2008-06-06

 

13.08.2008

- Em Olhão no Festival do Marisco

 

14.08.2008

- Na Malveira nas Festas da Vila

 

30.08.2008

- Em Pias (Serpa)

publicado por Fãs Rita Guerra às 14:42

Junho 06 2008

 

No passado Sábado, 24 de Maio de 2008, publicamos aqui no nosso blogue, uma notícia que tivemos conhecimento através de uma revista, como calculam não tivemos oportunidade conferir a veracidade desta notícia com os dois intervenientes, respectivamente Rita Guerra e Ricardo Regueira.

 

Mesmo sem qualquer esclarecimento sobre a notícia, uma vez mais destacamos que não tínhamos qualquer informação, senão, a dada pela revista.

 

Mas, apesar de não ser possível falar nem com a Rita Guerra nem com Ricardo Regueira, o próprio, ao que parece, entrou em contacto connosco através deste nosso blogue, comentando o post intitulado “Rita Guerra – Foi a Tribunal”, onde dávamos a conhecer a notícia.

 

Neste post falamos essencialmente da ida da cantora a tribunal, acusada pelo ex-namorado e pelo Ministério Público.

Falamos ainda de:

 

“Esta história já vem do ano de 2004, quando o namoro de 7 anos terminou. Com outros assuntos pelo meio, a cantora acabou por falar à imprensa dizendo sobre o ex-namordo “É uma pessoa que vive em função do status e dos benefícios que os outros lhe possam trazer”, levando então o senhor Ricardo Regueira a interpor uma acção contra a Rita Guerra, acusando-a de difamação”. – Como já foi dito, esta expressão retiramos na íntegra da revista.

 

Como temos o maior respeito por aqueles que o têm connosco, e não tendo nada contra o senhor Ricardo Regueira, que na nossa opinião fez bem em dizer-nos a sua versão da história, decidimos postar o comentário de Ricardo Regueira, feito no dia 03 de Junho de 2008.

 

Obviamente não temos nada contra o senhor Ricardo, apenas limitamo-nos a dar a nossa opinião e transmitir aquilo que a revista fazia referência.

 

Fica o comentário:

 

“De R.regueira a 3 de Junho de 2008 às 20:29

Boa tarde ... desculpem mas gostaria de vos informar que quem transmitiu o nosso caso para a praça pública nunca foi Ricardo Regueira!!! O caso em tribunal é precisamente porque tudo começou com comentários públicos da outra parte... com todo o respeito, Ricardo Regueira.”

 

Independentemente do resultado de tudo isto, estamos obviamente com a Rita Guerra, afinal é ela que nos dá o seu melhor e nos deixa francamente encantados. Boa sorte para esta guerra!

 

Esperamos não ter incomodado o senhor Ricardo Regueira, não o fizemos com intenção de destorcer a realidade, apenas quisemos deixar o nosso apoio à nossa CANTORA FAVORITA.

 

E não esquecer, que deixamos claro que teria sido a Rita Guerra a começar os comentários com a imprensa, como pode ler no excerto transcrito anteriormente ou no post.

 

Fica um beijinho à Rita Guerra.

 

Fãs Rita Guerra

 

publicado por Fãs Rita Guerra às 14:14

Junho 01 2008

 

 

Estávamos nós a aguardar a grandiosa Rita Guerra, pois desde cedo soubemos da sua participação no programa da TVI, com apresentação de Iva Domingues e Manuel Luís Goucha, com o nome “Todos Com Portugal”, com o objectivo de acompanhar a ida da nossa Selecção Nacional até à Suiça, até aí tudo bem, onde iria interpretar um dos temas do seu mais recente trabalho.

 

Concordamos plenamente com o objectivo do programa, até porque nós próprios estamos ansiosos por ver a participação da nossa Selecção Nacional, neste campeonato da Europa, de 2008.

 

Como já dissemos, estávamos a aguardar a participação de Rita Guerra, até que chegou essa altura, quando não foi o nosso espanto, quando nesse mesmo programa colocaram em grande destaque (ou seja, a maioria do ecrã) com o avião que prepara-se para descolar com a nossa Selecção, sim, é giro, mas quem nunca viu um avião? Se conseguíssemos ver os jogadores e a restante equipa técnica, compreendíamos, mas víamos apenas um avião, como tantos outros.

 

Estávamos a dizer, quando a Rita Guerra começou a cantar colocaram em grande destaque esse mesmo avião, e no canto inferior direito, com tamanho bastante reduzido, a Rita Guerra a cantar, é certo que ouvir, ouvimos, infelizmente não tivemos o gosto, que tanto esperávamos de a ver... Enfim, só um reparo, afinal quando os artistas se disponibilizam para participar em eventos, acreditamos que é para serem vistos e ouvidos, infelizmente o mesmo não aconteceu.

 

Atenção que não estamos a descorar a nossa Selecção, apenas adoramos a Rita Guerra, somos fãs ferrenhos, e como tal, queríamos ter visto em tamanho normal a sua actuação.

 

Força PORTUGAL!

 

Fica o nosso reparo.

publicado por Fãs Rita Guerra às 20:29

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A nossa visitante, eualentejana, perguntou-nos há uns tempos onde seria o concerto da Rita Guerra, em Beja, no dia 6 de Junho de 2009, só agora foi-nos possível responder. Cara eualentejana, o concerto terá lugar no Parque de Exposições e Feiras, pelas 22H00
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